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sábado, 21 de abril de 2018

Dia da Terra e do Plástico

Neste domingo, 22/04/2018, será celebrado o "Dia da Terra" ("Earth Day"), um dia global dedicado a celebrar o nosso planeta, e para refletirmos sobre nosso impacto no meio ambiente.

O tema do Dia da Terra deste ano é dedicado ao fim da poluição de plástico, uma praga que assola todo o planeta, contamina nossos rios e oceanos, e afeta tristemente muitos animais na natureza. Mais de 8 bilhões de toneladas de plásticos já foram produzidas até hoje e a grande maioria deles continua por aí, poluindo o ambiente e indo para os nossos oceanos.


É assustador: as correntes marinhas criaram grandes acúmulos de plástico no oceano, fruto de milhões de toneladas de lixo plástico boiando nos oceanos. Com o tempo, esse lixo formou verdadeiras "ilhas flutuantes de lixo".



No ano passado, a Dell anunciou duas campanhas muito legais, que mostram como grandes empresas de tecnologia podem ajudar o meio ambiente de firma criativa:

Fora isso, nós (pessoas comuns) podemos ajudar o meio ambiente de várias formas:
  • Sempre recicle as embalagens e produtos de plástico que usa;
  • Evite usar canudos de plástico! Vamos diminuir o consumo deles! Você vai notar facilmente que na maioria das vezes que usamos, eles na verdade são desnecessários;
  • Diminua ao máximo seu consumo de garrafas de plástico: reuse a mesma garrafa durante o dia, ou use sempre uma mesma garrafa não descartável o tempo todo;
  • Idem com copos de plástico: é muito fácil diminuir seu consumo de garrafas de plástico: reuse o mesmo copo várias vezes, use um mesmo copo de vidro ou metal no escritório, ou reaproveite a garrafa de plástico que está usando;
  • Se possível, apoie grupos que organizam limpezas marítimas e fluviais em todo o mundo;
  • Lembre-se: sempre recicle as sacolinhas, embalagens e produtos de plástico que usa.

Para saber mais:


quarta-feira, 20 de junho de 2012

Quanto tempo cada tipo de material leva para se decompor

Há pouco tempo atrás o pessoal do G1 criou um infográfico legal que mostra quanto tempo alguns materiais demoram para se decompor na natureza.

Enquanto um pedaço de papel demora até 6 meses para se decompor, uma garrafa de plástico demora 100 anos e um pneu demora 600 anos. Isso significa que um pneu do Ford T, o carro que popularizou a indústria automotiva em 1908, ainda pode ser encontrado enterrado em algum lixão, e vai ficar por lá por muito tempo - pelos próximos 500 anos!



Este tipo de informação é importante para nos lembrar da importância da reciclagem. Reciclando lixo garantimos ao mesmo tempo que menos material é extraído da natureza e que uma menor quantidade de lixo será jogada no meio-ambiente. A reciclagem ajuda a diminuir o nosso impacto na natureza a curto e a longo prazo, e ajuda a diminuir a necessidade de investimento em lixões e aterros sanitários.

O que mais me assusta com o problema da reciclagem do lixo é que o descarte irresponsável do lixo já causou o surgimento de duas "manchas" gigantes de lixo plástico no meio do oceano Pacífico. O tamanho é incerto, mas há reportagens que dizem que elas tem o dobro do tamanho do estado do Texas e outras dizem que as duas manchas juntas têm o dobro do tamanho dos Estados Unidos (esta estimativa me parece muito exagerada, provavelmente o repórter copiou errado de algum lugar). Estes depósitos de lixo flutuante foram descobertos em 1997 e são formadas por lixo lançado no mar por navios e plataformas de petróleo, além de lixo que deságua nos oceanos trazida pelos rios. Após ficar boiando por um tempo a deriva, os lixos são levados pelas correntes marítimas até duas regiões do oceano Pacífico aonde estas correntes marítimas se movimentam em círculos, formando enormes “redemoinhos”. Quando o lixo que entra nessas áreas, ele fica preso nas correntes, formando as duas manchas gigantes de plástico com centenas de quilômetros de extensão e até 10 metros de profundidade.




domingo, 13 de maio de 2012

A difícil arte da Reciclagem

Segundo a prefeitura de São Paulo, a cidade gera, em média, um total de 18 mil toneladas de lixo diariamente. Entretanto, a capital coleta apenas 8,5% do lixo que é possível ser reciclado.

A verdade é que, se por um lado a população não tem o hábito de separar o lixo para destinar os materiais recicláveis para a coleta seletiva, por outro lado as autoridades não investem o suficiente em uma infra-estrutura decente de coleta e tão pouco em conscientização da população.


Fazendo uma conta no "olhômetro", cerca de 1/3 do lixo que é gerado em minha casa pode ser reciclado: caixas de papel, correspondência, potes de plástico, sacos plásticos, embalagens de alimentos, latas e garrafas. E este lixo tem destino certo: uma vez por semana eu levo em um ponto de coleta seletiva, no estacionamento de um supermercado Pão de Açúcar próximo. O portal G1 até criou uma "calculadora online" para que as pessoas estimem quanto lixo geram por semana.

Mas, de qualquer forma, de nada adianta uma população consciente da necessidade de colaborar com o meio-ambiente através da reciclagem, se não há aonde destinar o lixo a ser reciclado.

Atualmente 75 dos 96 distritos existentes no Município de São Paulo são contemplados pela coleta seletiva de lixo reciclável. O site da Prefeitura de São Paulo tem uma página que permite descobrir o horário em que é feita a coleta de lixo normal e a coleta seletiva de lixo em cada rua. Basta digitar o endereço ou CEP do local que você deseja consultar. Em São Paulo, o dia e período da coleta seletiva é diferente da coleta dos lixos orgânicos e ocorrem com menor frequência (em minha rua, o caminhão de coleta seletiva passa apenas uma vez por semana).

Além da coleta seletiva periódica, na cidade de São Paulo existem alguns "ecopontos", que são locais de entrega de pequenos volumes de entulho (até 1 m³), grandes objetos (móveis, restos de poda de árvores etc.) e resíduos recicláveis (funcionam de segunda a sábado, das 6 às 22 horas e, domingos e feriados, das 6 às 18 horas). O portal G1 criou um mapa com os "ecopontos" da cidade de São Paulo, os locais aonde a população pode levar seu lixo reciclável. Não precisa ser expert no assunto para perceber que são poucos locais, para uma cidade tão grande como São Paulo. E imagino que a maioria das cidades brasileiras também tem uma infrastrutura insuficiente para reciclar o lixo.


No site da Prefeitura de São Paulo também tem algumas pequenas dicas de como separar o lixo reciclável para coleta:
  • Plásticos: devem ser lavados para que não fiquem restos do produto, como alimentos, detergentes e xampus, que podem dificultar a triagem e o aproveitamento do material
  • Vidros: devem ser lavados e as tampas retiradas
  • Metais: as latinhas devem ser amassadas ou prensados para facilitar o armazenamento
  • Papéis: podem ser guardados diretamente em sacos plásticos (sugiro tirar os grampos, quando houver).

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Onde reciclar o seu e-lixo

O governo de São Paulo, em parceria com o Instituto Sergio Motta lançou um projeto muito interessante para ajudar as pessoas interessadas em descartar lixo eletrônico, chamado “e-lixo maps”.

Através do site do projeto “e-lixo maps”, é possível identificar através do Google Maps os locais que coletam e/ou reciclam diversos tipos de lixo eletrônicos, como pilhas, baterias, lampadas, celulares, computadores, CDs, aparelhos eletrônicos e eletrodomésticos. Na página inicial do site é ppossível inserir o CEP de sua residência e e o tipo de “e-lixo” que você precisa descartar, e em seguida serão exibidos os locais próximos de sua casa que recebem e reciclam esse tipo de resíduo eletrônico.

Não custa lembrar que a USP também possui um centro para reciclagem de lixo eletrônico, voltado principalmente para equipamentos de informática.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Reciclagem de Lixo eletrônico

A TV INFO fez recentemente uma reportagem excelente sobre como podemos dar um destino ecologicamente correto para computadores e equipamentos de informática antigos.

A reportagem "Lixo eletrônico tem destino" visitou o CEDIR, o "Centro de Descarte e Reúso de Resíduos de Informática" criado recentemente pela USP.

O CEDIR está instalado em um galpão de 400 m2 com capacidade para tratar de 500 a 1.000 equipamentos por mês. Os equipamentos e peças que ainda estiverem em condições de uso serão avaliados e enviados para projetos sociais, atendendo a população carente no acesso à informação (no final de sua vida útil, estes equipamentos são devolvidos à USP, para que sejam devidamente descartados). Os equipamentos que não podem ser reutilizados são desmontados e suas peças são devidamente recicladas. Os materiais são recolhidos por empresas de reciclagem devidamente credenciadas pela USP e especializadas em materiais específicos, como plástico, metais, cabos ou vidro.

Diversas reportagens já falaram sobre o trabalho do CEDIR. A reportagem abaixo, do Jornal Nacional, é apenas uma delas.